sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Passatempo
Tempo é coisa que não falta na minha vida. E eu descobri um lugar ótemo prá passar o tempo que me sobra. Entre uma aula e outra ou quando dá preguiça de ir prá casa, eu me desabo pro Centro Cultural São Paulo ali na Rua Vergueiro. É um lugar legal prá passear, almoçar, estudar, observar, conversar... Passo ali algumas boas horas do meu dia. De vez em quando tem alguma apresentação de alguma coisa legal na hora do almoço e a biblioteca é interessante, apesar de barulhenta. Tem cinema, teatro e oficinas, mas nunca estou por lá nas horas que estas coisas acontecem...

Outro lugar onde passo minhas manhãs de sexta é... o Terminal Rodoviário do Tietê! Pode uma coisa dessas? Culpa do meu chefe que me arrumou duas aulas na Ericsson, que fica ali do lado. Uma de 8 às 9 da manhã e outra que começa às 11:30. Nem tem graça voltar prá casa e nem tem nada diferente prá fazer por perto. Não que eu saiba. Então eu me sento num dos sofás do café, peço um espresso médio e leio alguma coisa, estudo ou observo as pessoas. É divertidinho, mas ainda estou esperando acontecer alguma coisa que realmente valha uma estória...
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Comer, comer...
Durante o carnaval, na companhia de grandes amigos brasilienses, fomos brincar de paulistanos.
Depois de passear na Rua Santa Efigênia procurando uma solução prá minha internet, finalmente tive a oportunidade de conhecer o tal Bar Leo, que fica em plena cracolândia e por isso fecha cedo e tem a fama de servir o melhor chope da cidade. Sinceramente, fiquei muito decepcionada. O calor estava de matar e eu precisava de um chope geladinho. Aquela coisa que me serviram estava morna e rala. De melhor chope da cidade, virou o pior. Pode ter sido porque eu dei azar, mas mesmo assim... Se você tem uma fama e quer mantê-la, deve se esmerar 24 horas por dia e 7 dias por semana, não é?
Antes havíamos passado no Mercadão da Cantareira prá uma visita. Eu estava adiando minha ida, talvez prá evitar o maravilhosamente calórico e tradicional sanduíche de mortadela. Este da foto não foi o que eu devorei. Muito cheio de coisinhas, tipo alface e pãozinho bonitinho. O meu foi mesmo o do Mané, que eu amo e não sobreviveu tempo suficiente para ser fotografado.
Figuras
São Paulo, por ser imensa, é cheia de figurinhas em todos os cantos...

Esse mocinho aí por exemplo estava numa entrada de metrô na Paulista em pleno domingo, com uma chuva daquelas caindo, tocando violino em troca de moedas. Um cara legal, provavelmente estudante de música. E atendia pedidos além de usar seu talento prá xavecar as meninas... sem muito sucesso.
Tem também o mocinho que vende bala no ônibus, o qual eu conheço já faz uns anos e nunca conversa comigo em português, só em inglês (macarrônico, mas compreensível) e que, de acordo com ele, largou um emprego de ilustrador de revistas de super-heróis prá virar vendedor de bala porque dá mais dinheiro.
Tem o tiozinho que vive pelas redondezas de onde eu moro e que se aproxima de qualquer garota sozinha pedindo ajuda e dizendo que está perdido. No início eu achei que era doido, mas depois percebi que era apenas um velho tarado com muito tempo livre.
E não podemos esquecer dos maquinistas de trem do metrô falando pelo sistema de som. Tem vezes que não dá prá controlar a risada quando eles anunciam a próxima estação com aquela voz de "queria ser locutor de rádio e olha onde eu vim parar!"
E os tipos com quem você cruza todo dia só vão engordando a lista. Nunca termina de aparecer coisa nova.
Esse mocinho aí por exemplo estava numa entrada de metrô na Paulista em pleno domingo, com uma chuva daquelas caindo, tocando violino em troca de moedas. Um cara legal, provavelmente estudante de música. E atendia pedidos além de usar seu talento prá xavecar as meninas... sem muito sucesso.
Tem também o mocinho que vende bala no ônibus, o qual eu conheço já faz uns anos e nunca conversa comigo em português, só em inglês (macarrônico, mas compreensível) e que, de acordo com ele, largou um emprego de ilustrador de revistas de super-heróis prá virar vendedor de bala porque dá mais dinheiro.
Tem o tiozinho que vive pelas redondezas de onde eu moro e que se aproxima de qualquer garota sozinha pedindo ajuda e dizendo que está perdido. No início eu achei que era doido, mas depois percebi que era apenas um velho tarado com muito tempo livre.
E não podemos esquecer dos maquinistas de trem do metrô falando pelo sistema de som. Tem vezes que não dá prá controlar a risada quando eles anunciam a próxima estação com aquela voz de "queria ser locutor de rádio e olha onde eu vim parar!"
E os tipos com quem você cruza todo dia só vão engordando a lista. Nunca termina de aparecer coisa nova.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
O Começo
Já contei prá muita gente, mas resolvi tornar oficial a estória de como vim parar de volta aqui.
Depois de 2 anos em Brasília, eu estava me sentindo perdida e sem perspectivas. Emprego bom não tinha e eu não via nenhum tipo de futuro. Passava o tempo todo me arrependendo de ter largado tudo e voltado prá Capital Federal, mas também me borrando de medo de me jogar de volta a Sampa.
Numa quinta-feira (exatos 3 de janeiro de 2008 às 21:30) resolvi mandar tudo à merda e enviei um e-mail pro meu ex-chefe em Sampa dizendo, na cara de pau, que eu queria voltar mas só ia com garantias. No dia seguinte já havíamos feito contato por telefone e tudo estava marcado: reunião com ele na segunda-feira às 15:00 pois minha primeira turma começava às 18:00 do mesmo dia.
Foi tudo tão rápido que não deu nem tempo de ficar apavorada (mentira, me apavorei loucamente mas a coisa já tava feita). Comprei a primeira passagem que apareceu prá domingo, coloquei as roupas na mala e os documentos na pasta, mandei um e-mail pros amigos avisando da minha ida, contei pros meus pais da minha empreitada, recebi a benção deles, liguei prá André Duracell pedindo teto e me mandei!
E foi assim que eu vim parar aqui, com um chefe que reconhece e respeita meu trabalho, com dinheiro prá poder gastar, morando com uma pessoa mais que maravilhosa e de um coração sem tamanho numa cidade que me cansa imensamente mas que também me fascina ao extremo.
Estou me sentindo feliz e viva. A esperança voltou a fazer parte do meu vocabulário e eu ando sorrindo mais (sim pessoa, isto é possível!). Voltei a fazer planos e definir metas na minha vida. Quem sabe agora a coisa não anda?
É esperar prá ver... E como diz a minha amiga Tia Rê: matando um leão por dia a gente acaba chegando lá.
Depois de 2 anos em Brasília, eu estava me sentindo perdida e sem perspectivas. Emprego bom não tinha e eu não via nenhum tipo de futuro. Passava o tempo todo me arrependendo de ter largado tudo e voltado prá Capital Federal, mas também me borrando de medo de me jogar de volta a Sampa.
Numa quinta-feira (exatos 3 de janeiro de 2008 às 21:30) resolvi mandar tudo à merda e enviei um e-mail pro meu ex-chefe em Sampa dizendo, na cara de pau, que eu queria voltar mas só ia com garantias. No dia seguinte já havíamos feito contato por telefone e tudo estava marcado: reunião com ele na segunda-feira às 15:00 pois minha primeira turma começava às 18:00 do mesmo dia.
Foi tudo tão rápido que não deu nem tempo de ficar apavorada (mentira, me apavorei loucamente mas a coisa já tava feita). Comprei a primeira passagem que apareceu prá domingo, coloquei as roupas na mala e os documentos na pasta, mandei um e-mail pros amigos avisando da minha ida, contei pros meus pais da minha empreitada, recebi a benção deles, liguei prá André Duracell pedindo teto e me mandei!
Estou me sentindo feliz e viva. A esperança voltou a fazer parte do meu vocabulário e eu ando sorrindo mais (sim pessoa, isto é possível!). Voltei a fazer planos e definir metas na minha vida. Quem sabe agora a coisa não anda?
É esperar prá ver... E como diz a minha amiga Tia Rê: matando um leão por dia a gente acaba chegando lá.
Enfim...
Hoje contabilizo 6 semanas de volta a Sampa e 1 semana com internet no meu elefantinho negro, carinhoso nome que decidi dar ao meu computador gigantesco quase impossível de transportar.
Resolvi, então, começar um blog desses que eu nunca levo prá frente onde eu possa escrever sobre minha vidinha nesta pequena e pacata cidade do estado de São Paulo.
Não sei se é prá você ler não, nem sei se você tem paciência prá isso, mas vou escrever do mesmo jeito e não vou proibir ninguém de dar uma espiada de vez em quando.

Então, vamos lá. De volta a Sampa City. Não sei por quanto tempo desta vez, mas tentando aproveitar cada minuto.
Resolvi, então, começar um blog desses que eu nunca levo prá frente onde eu possa escrever sobre minha vidinha nesta pequena e pacata cidade do estado de São Paulo.
Não sei se é prá você ler não, nem sei se você tem paciência prá isso, mas vou escrever do mesmo jeito e não vou proibir ninguém de dar uma espiada de vez em quando.
Então, vamos lá. De volta a Sampa City. Não sei por quanto tempo desta vez, mas tentando aproveitar cada minuto.
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